Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Lularápio

Mais uma vez palavras tristes jogadas no colo do povo brasileiro. Infelizmente isso se repete com uma naturalidade que espanta. Luis Inácio da Silva, presidente da nação (que nação?) diz o seguinte, (pasmem!),”O preço da comida subiu porque agora o povo come. Os produtores têm de produzir mais para atender a demanda”, afirma o presidente do Brasil.

Como a mídia é golpista, e não tem a mínima preocupação de melhorar essa, a nossa sociedade, ela não citou em seguida que Brasil desmata a Amazônia para produzir Soja, sendo que a terra de lá não é a das melhores para a produção de tal. E que toda produção em massa é destinada quase na sua totalidade para a exportação, cerca de 1% fica no Brasil. Caro leitor, peço que você pergunte a partir de agora, para 10 pessoas, e veja se elas comem soja, para justificar imensa produção. Agora vamos passar a produção para áreas como café, arroz, feijão, batata, entre outros. E o presidente diz que necessitamos da mais produção, ou seja, em qual território? No Itamaraty, no Senado ou no Planalto? O que não seria nada mal, pois estaria sendo útil ao menos. Mas ao afirmar a necessidade de produção, o presidente não pensa (sim, deve pensar) que a produção em massa irá degradar mais o meio ambiente. A solução para isso é o aumento na produção? Ou será o descaso tributário? Ou o excesso de tributos? Ou a corrupção? Ou é simplesmente o capitalismo?


Peço que reflitam!



Bruno Souza

Sábado, 29 de Março de 2008

Até Onde Vai?

Caros amigos, sei que estou um tempo sem postar no blog. Antes de mais nada, peço desculpas. Mas agora vamos ao que interessa. E como estou a um tempo sem postar, farei um post um pouco mais extenso.

Segue no jornal O GLOBO de 29 de março, pág. 6, seção opinião, um texto com o título Cai a máscara. Segue abaixo parte do editorial:

" Não se trata de mais um desvio de dinheiro público - desses que tristemente entraram na vida pública do país. Se fosse, já seria escandaloso. Mas a constatação, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de que o Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST) desviou R$ 4,4 milhões recebidos do Ministério da Educação para alegadamente alfabetizar jovens e adultos, vai além de um escândalo trivial.
O golpe - pelo qual o TCU pede acertadamente o ressarcimento aos cofres públicos, foram medidas punitivas - mostra o que já era visível, mas faltava comprovar: dinheiro do contribuinte repassado pelo governo ao MST como suposta finalidade social é gasto de forma diversa, no financiamento de ações violentas, ilegais, contra o estado de direito.
O caso requer, portanto, uma investigação profunda também dos órgãos de segurança do Estado. O escândalo reproduz um método de drenagem de dinheiro do erário para operações ilegais do MST e outras organizações políticas também alimentadas nos guichês do governo federal: como o MST, e certamente outros movimentos do tipo, não tem existência legal, usam-se ONG´s, fundações ou similares para beneficiárias de convênios ditos sociais. No caso do desvio de R$ 4,4 milhões, foi usada como laranja, segundo o TCU, a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), denominação inocente e anódina de uma fachada atrás da qual esconde o MST."

Certo caros amigos, essa é grande parte do editorial da família Marinho, com muito ódio, em algum aspecto tem razão. Mas vamos examinar:

- Organizações Sociais, ONG´s (Organizações NÃO Governamentais), entre outras são entidade, grupos de pessoas que fazem o papel que é do Estado. Mas ele, por si, é omisso... Justifica-se que eles repassam verbas para ONG´s... Então porque não substitui essa verba em contratações e resolvemos nossos problemas reais. Não, o Estado não quer resolver nada.

- Tudo bem, compactuo da opinião de que se alguma verba foi destinada a Educação e Alfabetização, que ela seja usada para tal. Mas esse caso de R$ 4,4 milhões não significa muita coisa comparado aos gastos desenfreados dos cartões corporativos federais. Vai desde o reitor na Universidade de Brasília (UnB), presidente, ministros, entre outros... Vide informação do jornal Bom dia da rede Globo de Televisão, de 30 de janeiro. "Em 2004, os gastos com cartões corporativos foram R$ 14 milhões. No ano passado, 2007, esse número aumento mais de 5 vezes, indo para R$ 75 milhões". Entenda que nesse caso temos a ministra do da Desigualdade Racial, que gastou com carro alugado até mesmo em locais onde não esteve. Gastou no mesmo dia almoço às 2 da tarde em Sâo Paulo, e às 6 da tarde na Bahia. Gastos exorbitantes!

Referente a isso, podemos analisar a gravidade dos problemas e não nos vendermos a uma notícia barata... Analise, pense e repense sobre o que é jogado, SIM, JOGADO, na sua cara. Seja na TV, no rádio ou no jornal impresso.

Saudações a todos.





Bruno Souza

Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Esquerda? Revolucionária? Trotskysta?

Caros Amigos. Como é impressionante o rumo em que as coisas tomam cada dia me impressiona mais. Não necessito de muitas linhas para falarmos disto. Até porque essas três letras não merecem. Sim, três letras que chegam a dar riso. PCO. Vamos analisar o PCO, Partido da Causa Operária. Um partido (?) pelegão. Não busca o conflito na massa, na cuasa operária, só sabe ser oposição. Seja de outros ou até deles mesmo. O lema é se opor a algo. Mesmo que esse algo seja algo que não saibam. Eles possuem um jornal, entitulado Causa Operária. E no seu site eles divulgam algumas notas sobre o conteúdo dos jornais. Porém, só algumas estão abertar para conhecimento de qualquer um. Outras são apenas para filiados. O porque não sei. Sendo que uma que não está liberada é a edição em que eles falam mal do Movimento Negação da Negação. Matéria da qual (in?)felizmente não pude ler. Porém pessoalmente, um militante do PCO tentava vender seu jornal (que por sinal é APENAS - irônio mesmo - R$ 3,00) na PUC Perdizes. Se o Partido se diz de esquerda, linha trotskysta, com meta de propagação de conteúdo, de cultura, acho engraçado tudo que este pseudo-partido faz.


Caros amigos, caras amigas. Pensem, repensem e reflitam. Onde está o verdadeiro pensamento contra toda frente burguesa. Onde está, quem é, e como é feita a VERDADEIRA ESQUERDA.



Bruno Souza

Sábado, 15 de Março de 2008

199 mortes não significa nada?

Realmente. Não deve significar nada.
Para Luiz Inácio em seu jatinho super equipado.

O fato que comunico-os é que amanhã, dia 16 de março, Congonhas voltará a ter conexões.
Fato insignificante. Concordo.

Mas vale lembrar o quanto de reclamações vem sendo líder. AEROPORTOS EM CAOS!
A questão é profunda. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que me disse sobre leis que consumidores desse serviço aeroportuário, quando fosse mal atendido, cancelasse-se vôos, seria recompensado. O que nunca se concretizou. E agora abre-se a conexões. Aumenta de verba. Maior lucratividade. Aumenta-se o tesouro. Aumenta-se a barganha. E emprego? Só há, com demissões em massa ou "demissões voluntárias".


E Cento e Noventa e Nove - 1 9 9 pessoas mortas em um acidente como o ocorrido há menos de um ano? Que comentar dele? Que até agora nada foi feito?
Não pensamos que a máquina chamada Estado tem poder de ressuscitá-los (se fosse possível a um custo elevado, a burguesia seria imortal). Mas o Estado ficou omisso (mais uma vez). Não deu amparo, ajuda, não fez nada. A senhora obolg ajudou muito noticiando a quda do avião como uma indústria de horrores. Datena fazendo escola.


Está na hora de pensarmos se esse é o mundo em que queremos viver, não acham?
Fica a critério de vocês.




Bruno Souza

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Força do Proletariado


Que tal você, meu querido leitor, me acompanhar em uma reflexão? Necessária!

É anunciada a grande popularidade do governo Lula, seus pseudo-projetos com codi-nomes (porque plágio é proibido por lei, e nisso Fernando Henrique Cardoso poderia até faturar o "leitinho das crianças", que por sinal não deve ter, mas isso vem da família PSDB). Mas da onde vem essa popularidade, de seu honroso trabalho ou é apenas a consequência da queda do dólar, moeda da grande capital mundial, que já demonstra pontos de desmoronamento. Desde 2007 se anunciava O ESTOURO DAS BOLHAS DO BOOM IMOBILIÁRIO. E parece-me que não deram muitas atenções. E olhe os Estados Unidos hoje, a sua consequência da prática neo-liberal e o capitalismo se fazendo valer. Com isso, o real se valorizou sim, mas não devido a práticas lulistas, muito menos aquelas frases nostálgicas de uma esquerda figurante.

Onde estão (Sim! Digo no plural mesmo) todas organizações, sindicatos que defendam o trabalhador. Onde estão? Ou podemos falar do inverso, de organizações e sindicatos que cada vez mais exploram o trabalhador, acalmando "os nervos" do proletariado e fazendo essa mediação entre a extração de mais valia do trabalhador e a lucratividade do Estado e todas organizações corruptas.

Existe alguma associação que lute pelo povo, de fato? PSTU, PSOL, partidos que se dizem Socialistas, mas que usam de todo um discurso, para agradar a maioria, mas que na prática, não faz NADA em prol da população, do trabalhador, do estudante. PCB, PCdoB então, nem se fale...

-Contra o desemprego!

-Contra as demissões!

-Contra a redução dos salários!

-Contra a repressão e a burocracia sindical!





Bruno Souza

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Sejam bem vindos. Este é o Festival do Terceiro Mundo







Em uma conversa descontraída em seu estúdio (o Hell No), um dos fundadores, o baterista do Dead Fish, Nô, fala sobre o prêmio VMB de banda revelação que ganharam, sobre a moda independente, o “novo” Dead Fish, a pirataria, internet, além de lembra que em 2008 entram em estúdio para gravar seu novo cd e promover o Festival do Terceiro Mundo: “Festival de Hard Core onde as bandas não pagam para tocar. Para poder começar a combater esses caras (produtores). Porque não dá para ficar olhando os caras estragarem tudo que a gente conquista e constrói a 16 anos, porque tem meia dúzia de moleque que quer fazer show”.

Bruno: O que significa ser uma banda independente?
Nô : Independente foi encontrar uma alternativa para realizar as coisas que a gente queria e que sabíamos que ninguém ia dar apoio. Ninguém dá apoio para banda de punk, de hard core. Existem as leis de incentivo e de apoio para esse tipo de coisa, mas preferimos pegar e fazer por conta própria a esperar esse tipo de apoio. Então acho que ser independente aqui no Brasil é ter uma vontade de ver as coisas acontecerem, e não esperar ajuda nem apoio de ninguém. É a vontade de ver as coisas andarem, de tentar melhorar alguma coisa, de tentar fazer algo que seja maior que ficar dentro do seu quarto tocando.

Bruno: Vocês do Dead Fish eram conhecidos na cena alternativa, mas desconhecidos do grande público até tempos atrás. O contrato da gravadora Deck Disc mudou esse panorama?
Nô: Nós sempre fomos conhecidos, desde que lançamos disco e começamos a fazer turnê, a gente era conhecido pelo meio das gravadoras, das rádios, da MTV, só que era uma banda que corria totalmente por fora. Porque a gente não ficava batendo na porta de gravadora, de rádio e televisão, perguntando se eles queriam tocar ou conhecer a gente. A diferença foi, quando a gente entrou pra Deck Disc, o Dead Fish começou a veicular nesses meios que a gente não veiculava. Nós fomos apresentados para um público que acompanhava estritamente aquele meio de comunicação e não se aprofundava muito em conhecer as coisas independentes, punk´s, hardcore, e outros estilos que não veiculam na rádio nem nada. Então isso foi bom, muita gente já conhecia e uma porção de garotada passou a conhecer, devido nós aparecermos em alguns veículos aqui e ali, ganhar uns prêmios aqui e ali. Mas, a leigo modo, tem gente que fala que Dead Fish é uma banda nova, foi lançada e é revelação, mas não é revelação. Ganhou prêmio de revelação e a gente disse, pô, maior vergonha, banda revelação...

Bruno: Falando nisso, como vocês vêem esse prêmio do VMB 2004 de Banda Revelação, depois de 10 anos nas costas? Reconhecimento de anos de trabalho ou revelação para o grande público?
Nô: Revelação para uma galera que fica muito sentada, esperando as coisas virem até eles. Acho que fomos revelados para esse público. É aquele público que consome aquilo que está sendo passado. Esse prêmio de revelação, a gente encarou desta forma, pô, a gente está a 10 anos aí, e já vendeu muito mais cd do que muita gente que está aí, que se diz famoso e grande. Foi legal, acho que acrescentou muito mais do que depreciou. Tem gente que acha que foi sacanagem, mas não vou ser radical a esse ponto, não tem porque. Eu acho que tem o lado de revelação para a galerinha que não conhecia, passou a conhecer e depois que conheceu foi atrás de outras coisas, foi saber que a gente tinha outros discos, que existem outras banda parecidas que estão aí há muito tempo e que eles não conhecem porque não tocam na rádio ou na tv.

Bruno: Qual a relação de vocês, como banda independente, com a pirataria e a internet?
Nô: A pirataria é um negócio chato. Você vê o seu trabalho sendo vendido e isso não está sendo revertido para você, é ruim. Eu acho que nesse ponto, o artista sai prejudicado. É chato ver seu cd xerocado em uma banquinha de camelô, mas você não tem muito que fazer. Já internet eu acho que é um veículo que não tem muito a ver com o lance da pirataria, se você usar internet para divulgar seu trabalho, botar músicas lá para conhecer. Eu mesmo acho a internet uma parada fantástica, eu tenho muita coisa que eu quero ouvir, e não tenho como adquirir, eu baixo e ouço. Se você perguntar se sou contra o download, ou quem baixa as músicas do Dead Fish eu falo que não, o cara que quiser pode ir e procurar e baixar todas nossas músicas, todos os vídeos, tudo que ele quiser. Desde que ele faça isso para ele ouvir. Não que ele vá que ele vá vender. Acho que são duas coisas bem distintas. Eu sou do pensamento que quem gosta mesmo, baixa para ouvir, mas se ele é fã mesmo, ele gosta, ele vai lá e compra, porque ele quer ter o material original.

Bruno: Como está a cena independente hoje em dia?
Nô: Cara, a cena independente de um tempo para cá, virou moda. O meio independente quando a gente começou a lançar nossas coisas independentes, e não tinha ninguém para lançar, era uma luta, era uma batalha para você conseguir. Atualmente, ser independente não quer dizer que você tem portas fechadas, muito pelo contrário, você tem muitas portas abertas, porque tem selos se encarregando apenas da distribuição. A gente, quando era independente e tinha nossa gravadora, que era a Terceiro Mundo Produções Fonográficas (a gente tem ainda a gravadora, os cd´s que foram licenciado para a Deck Disc), a gente só conseguiu fazer escoar esses cd´s porque nós éramos uma banda que toca o tempo todo, gostava de fazer shows e levava seus cd´s nas costas, e aonde tocava, montava uma banquinha e vendia mais barato para quem estivesse assistindo o show. Tirando isso, ser independente era sinônimo de você não conseguir seguir direito suas coisas, hoje em dia não, tem internet, tem MySpace, tem Purevolume, tem um monte de lugares para divulgar.

Bruno: E os lugares da cena?
Nô: Hoje a cena se resume a milhões de bandas querendo fazer show. A molecada monta banda porque vão aos shows de determinado grupo e olham a banda e falam, é isso que quero fazer, quero dar show. E às vezes eles nem são apaixonados por música. Aí o que acontece é que um monte de produtor pilantra se aproveita. Eles chamam o Dead Fish para tocar, chamam duas ou três bandas, pede uma grana preta para cada banda, paga o Dead Fish, ganha um monte de dinheiro, trata mal as bandas de abertura. Existem cotas para bandas de 500 a 5 mil reais para poder tocar com um NxZero ou um Dead Fish. Isso é ridículo, é um lixo e está acabando com a cena. E o que está acabando com a cena são os moleques burros das bandas que querem pagar para tocar. Tomara que isto acabe, Dead Fish está fora disso. Não vai mais fazer isso. Na verdade, ano que vem o Dead Fish pretende fazer vários festivais do Terceiro Mundo, o nosso selo. E quero que o slogan seja: Festival do Terceiro Mundo, festival de Harde Core onde as bandas não pagam para tocar. Para poder começar a combater esses caras. Porque não dá para ficar olhando eles estragarem tudo que a gente conquista e constrói há 16 anos, porque tem meia dúzia de moleque que querem fazer show.

Bruno: No último cd, Um Homem Só, dá para perceber um cuidado a mais com timbres da guitarra, a qualidade do áudio está bem melhor comparado aos outros. Em cds mais antigos, vocês primavam pela letra, muitas músicas de protesto. Como é ouvir Recompensa (Faixa Bônus do cd Um Homem Só) e ouvir MST (Música do cd 1º cd, intitulado Sirva-se)?
Nô: Antigamente a gente tinha uma verba e uma estrutura muito limitada. Era uma fase que a gente se preocupava mais com a letra e com a mensagem da música. O cd Zero e Um ainda é um meio termo entre essa fase e cd Homem Só. O Homem Só eu acho que a gente se perdeu, por conta dos nossos dois guitarristas quererem procurar demais a sonoridade e faltou a veia raçuda do Hard Core, do Punk Rock, da coisa direta. Esse disco, Um Homem Só, tem coisas que eu ouço e falo, isso não é Dead Fish. Para o próximo disco, vamos retomar a veia dos primeiros discos. Já temos oito músicas que já estão mais ou menos prontas.

Bruno: E quando finalizaram Um Homem Só, a opinião de todos era que haviam se perdido? Vocês poderiam ter voltado e re-gravado?
Nô: Não, acho que foi o processo de composição que foi errado, no meu ponto de vista. Eu acho que uma banda tem que se juntar, entrar num estúdio, alguém dá uma idéia, e aquela idéia tem que virar uma música. Se aquilo não vira uma música naturalmente, você fica mexendo e remexendo muito naquilo, perdeu a essência, a inocência, o sentimento que você ta colocando ali, que é o sentimento que tem que ir impresso. Acho que quando você pensa demais para fazer a música, quando você pensa demais para fazer a melodia, para fazer a letra, já começa errado, tem que vir espontâneo. Então, Um Homem Só, a gente ficou pensando no disco muito tempo, deu-se a idéia de ser um disco conceitual, que todas as letras iriam ser interligadas, o disco iria abranger o conceito só, que era o conceito de que ninguém vai fazer nada por você, você é que vai ter de se virar, Um homem só irá te salvar, e esse homem é você.

Bruno: O que vocês vêm surgir de banda nova no meio?
Nô: A cada semana deve surgir uma porção. Elas vêm até a gente e falam que somos influências. Só que às vezes eu olho e faço um julgamento que pode ser errado, mas na maioria das vezes, é uma banda de meninos, primeira coisa que você vê, é que eles estão naquela pelo visual, visual acima de tudo, eles já estão caracterizados, depois eles pensam em montar a banda, e o próximo passo é fazer show, e eles pensam que fazer show é legal, os caras entram de graça nas baladas, bebem, tem camarim, as menininhas dão mole. Vamos montar banda. O Dead Fish sair para fazer show foi uma conseqüência da gente gostar de música. Hoje o processo é inverso, eles querem ter a banda porque eles querem fazer o show, quer estar inserido ali, porque todo mundo tem uma banda, todo mundo anda naquele visual. E surgem muitas bandas e elas são todas iguais entre si, e do jeito que elas surgem, elas somem, pois eles não tem amor ao negócio.

Bruno: Mas tem uma minoria, bandas novas que estão aí fazendo sucesso?
Nô: Cara, existe agora, com essa última enxurrada de bandas veio Fresno, veio NxZero, veio um monte de coisa, desse estilo Emo, Screamo, tem uma porção de bandas.

Bruno: Finalizando, qual o projeto do Dead Fish? É o mesmo desde o começo? Nô: Quando a gente montou a banda nós éramos um bando de adolescente que eram sustentados pelos pais, e a banda era puro lazer, diversão. Depois de um tempo, a coisa tomou uma forma, a gente começou a lançar cd, vendê-lo, fazer turnê. Todo mundo passou a encarar de outra forma. Se conseguíssemos fazer isso para sobreviver, ficaríamos muito felizes. Então a gente começou a ir atrás desse objetivo, transformar a banda em um meio de sobrevivência. Depois que a gente assinou com a Deck, que a coisa se profissionalizou, aí a gente veio para São Paulo, para viver só da banda. O Projeto continua o mesmo para mim, para o Rodrigo e para o Alyand, que são os três mais antigos. É tentar viver do negócio até morrer. Se você perguntasse para o Rodrigo no início da banda, qual era o objetivo, ele responderia que o objetivo era mudar o mundo, hoje em dia se você perguntar para ele, o objetivo é tentar sobreviver. É um negócio triste de ouvir. A gente é uma galera que resiste ainda em falar as verdades na cara. Se não tiver essas poucas pessoas, o outro lado vence. O objetivo que era de mudar o mundo, passou a não mudar o mundo, não fazer uma revolução de massa, passou a tentar a mudar o indivíduo, fazer uma revolução interna, fazer o cara se questionar, porque daí ele questionando, ele passa a questionar as coisas em volta dele.









Bruno Souza

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Ano artístico


Esse 2008, como todos os anos que se iniciam, há um forte pensamento de que será melhor e de que todas as coisas ruins irão passar e trazer novas ondas, que sejam relativamente boas. E isso é bom, até porque tudo se renova.

Porém, em 2008 realmente tem-se a esperança que as artes tenham grande destaque nessa terra tupiniquim verde e amarela.

Nesse ano que se passou, 2007 conturbado mas também animado, houve uma crescente produção para nosso cinema, o teatro está cada vez re-conquistando seu espaço e tornando parte necessária para a educação, formação da sociedade, de cada pessoa.

Parabenizamos em especial a Cinemateca Brasileira, entidade que se preocupa com a conservação da história através de filmes, desde películas, fotografias, até a cópia em dvd´s entre outros formatos. E ela, a cinemateca, sempre realiza eventos culturais gratuitos ou de valor de fácil acesso, sendo ou não beneficiada pela Lei Rouanet ou alguma outra lei. Além de palestras sobre cinema silencioso, o qual foi realizado em meados de junho à agosto de 2007 e continua até hoje com suas pesquisas.

Poderíamos citar inclusive o Centro Cultural São Paulo, a Biblioteca Nacional, porém fica para uma próxima oportunidade.




Bruno Souza